“Entre Chiens et Loups” por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Sinopse

Adrien é perito em roubo à mão armada. Acaba de sair da prisão porque sofre de um cancro incurável.
Werner é um mercenário, um atirador de elite, que de Angola a Saraievo treina os fantasmas das suas vitimas e a sua própria loucura suicida. Eles não se conhecem. Todavia alguém os vai juntar para uma última missão. Eles têm que realizar um falso atentado contra um general romeno, candidato às eleições. Está previsto que eles percam a vida nesse atentado. Em troca cada um irá receber 1 milhão de dólares, o suficiente para garantir a vida da mulher e do filho de Adriene e oferecer a Werner uma última oportunidade de desafiar a morte.
Estes dois homens apenas têm em comum este contrato e a morte. Mas, ao longo da viagem criam-se laços entre eles. Quando chega a hora H nada decorre como previsto. Eles foram manipulados. Estão vivos, sós e acusados de um crime que não era suposto cometerem. Vai começar para eles um jogo muito perigoso…

Elenco

Joaquim de Almeida, Richard Berry e Said Tagmaoui

Realizado por Alexandre Arcady

Site Oficial

Crítica

‘Break of a Dawn’ é mais um passo para a internacionalização de Joaquim de Almeida. Li isto já não sei onde e por acaso nem concordo. Creio que o Joaquim de Almeida, lá fora, já deu o que podia e os anos começam a apertar. Como tal, a expressão “ The Next Big Thing” não me parece aplicável.

E é pena. Confesso que gosto bastante dele como actor e como vilão então é do melhor. Já em ‘Desperado’ tinha enervado a paciência a um santo. Aqui repete a dose e consegue ser desprezível e facilmente odiável.
O filme, predominantemente de acção, deambula por vários géneros. Temos drama e não dramalhão, comédia e não paródia e acção e não festival de pirotecnia exagerada, como ‘Ballistic’ por exemplo. Todos estes aspectos abonam o filme e tornam-no numa película a ver.
Depois vem o lado negativo. Longe de mim criticar os actores, mas o seu inglês soa sempre a dobragem. Faz lembrar os soldados americanos a fazerem de alemães, na segunda guerra mundial, falando inglês com sotaque germânico; ridículo.
De qualquer maneira o filme tem a meu ver um ponto extremamente favorável. É minimamente original e nem as decisões que poderiam levar a maiores criticas foram erradas. O final é dramático mas não excessivo de arrancar lágrimas, e toda a película funciona sempre como um quase…excesso…mas que afinal fica nos limites.
Confesso que me diverti e sempre é bom rever o Joaquim e o Said, que para os mais distraídos era o miúdo magrebino do filme francês ‘L’Haine’ 5/10Jorge C. Pereira

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