‘Enemy At The Gates’

(Fotos: Divulgação)

Sinopse

Numa guerra com falta de heróis existe um que vai levantar a moral duma nação e descobrir o amor…

Crítica

Que dizer deste filme? O argumento é rico e bem desenvolvido, não há excessos, existe um bom enquadramento emocional das personagens no meio da guerra ou seja, há mais que a própria guerra.

Acima de tudo mostra as pessoas e os seus dramas. Os actores estão num nível elevadíssimo: Ed Harris está o perfeito vilão e tratando-se de um filme de snippers, os seus olhos, associados aos planos de Annaud, e ao ambiente que se vive em cada ‘confronto’ com Law, são algo do outro mundo.

Fiennes está brilhante e as suas feições acompanham o movimento da acção e o desenrolar dos sentimentos intrinsecamente ligados a ela. Jude Law está perfeito, todos os seus confrontos e jogos do ‘gato e do rato’ com Harris são acompanhados por um ‘saber actuar’ por parte do actor, coisa invulgar e só vista em muitos actores com décadas de experiência. Rachel Weiz está muito femenina no meio da guerra, o que enriquece muito o seu papel.

Enfim, em termos de escolhas para actuação neste filme, não podia estar melhor. Annaud delicia-nos assim com 131 minutos de película em que não nos fartamos, não bocejamos e não há momentos mortos. Há sempre algo ‘parado’ a que ele dá luz. Destaco ainda a cena de amor entre Jude Law e Rachel Weiz, Do mais sensual que já vi em cinema (ainda por cima no filme em questão). Sem dúvida a não perder. 9/10

Jorge Pereira (2001)

Últimas