Numa entrevista recente, Robert Pattinson afirmou que tem mais afinidade com os animais do que com as pessoas. Nós também, e o melhor do filme é mesmo o elefante.
«Esta é uma história épica sobre um amor proibido passado num lugar mágico, cheio de aventura, maravilha e grandes perigos. Jacob (Robert Pattinson), um estudante de medicina veterinária oriundo de famílias pobres, conhece e apaixona-se por Marlena (Reese Witherspoon), a estrela de um circo de tempos passados. Juntos descobrem a beleza dentro de um mundo confinado à tenda de circo e aproximam-se devido à compaixão que ambos sentem por um elefante muito especial. Contra todas as probabilidades – incluindo a ira de August (Christoph Waltz), o carismático mas perigoso marido de Marlena – Jacob salva-a da sua vida infeliz e juntos descobrem um amor que dura para sempre»
{xtypo_quote_left}É no meio deste fracasso emocional do filme que acabam por sobressair apenas os detalhes {/xtypo_quote_left}O maior problema de «Água aos elefantes» é a nítida falta de estofo e química entre as suas personagens. Witherspoon está muito mais fraca como actriz desde que protagonizou «Walk The Line», e os seus salários em Hollywood certamente vão cair ao estilo dos de Nicole Kidman, tall os resultados menos conseguidos no box-office. Já Pattinson está banal, sem chama, sem química em relação ao seu par e nunca realmente sentimos que agarra o papel de «veterinário» que começa a trabalhar no circo. Talvez os melhores momentos sejam mesmo aqueles em que contracena com a fêmea elefante, denotando-se que houve preparação para a interacção entre os dois. Já Waltz está a esgotar-se nos papéis de vilão. Depois de «Inglourious Basterds» e « Green Hornet», começa a ser repetitiva a sua presença no ecrã neste género de papéis, ainda que cumpra a sua função de «mau da fita».
É no meio deste fracasso emocional do filme que acabam por sobressair apenas os detalhes. Os tempos da depressão são bem retratados e a história até é interessante e bem contextualizada. O problema é que ninguém, nem mesmo o cineasta, parecem estar ao nível do livro, fazendo uma obra insossa, definitivamente previsível e com muito pouca chama.
O Melhor: O retrato dos tempos da depressão
O Pior: Não há química entre Pattinson e Witherspoon
| Jorge Pereira |

