«Drive Angry» (Destino Infernal) por Shannon Griffithys

(Fotos: Divulgação)
O Inferno deve ser entediante, tal as vezes que Nicolas Cage foge de lá para resolver/acabar trabalhos na Terra. Em “Drive Angry” isso volta a acontecer, andando John Milton (o actor Nicolas Cage, não o responsável pelo “Paraiso Perdido”) a perseguir o líder de um culto que ceifou a vida à sua filha.
A ajudá-lo ele vai ter Amber Heard, a nova coqueluche do cinema americano, com especial apetência para trabalhos de horror ( “All the Boys Love Mandy Lane”, “And Soon The Darkness”, “The Ward”). Mas se inicialmente, no filme, Heard é uma pobre coitada, recentemente sem emprego, que o namorado espanca e trai, ao longo da obra ela transforma-se numa mulher forte, capaz de lutar contra os mais perigosos vilões.
“Drive Angry” é mais uma fantasia para adolescentes, carregado de acção explosiva e musculada, uma bela mulher e um argumento fantasioso que rivaliza com o enredo dos videojogos. Cage troca a mota de “Ghost Rider” pelos carros de “Gone in 60 Seconds”, mantendo o tom alucinado que o tem acompanhado na carreira, e a acção pouco séria do género de filmes grindhouse. E “Drive Angry” até podia ser interessante, não fosse algum tédio e previsibilidade que o acompanha, quer nos eventos, quer nas acções das personagens.
William Fichtner volta a tentar caçar alguém, misturando a sua personagem em “Prison Break” com alguém vindo do inferno com um humor muito negro. E se é verdade que nos diverte, tal como Christoph Waltz em ‘Green Hornet’, também é verdade que não funciona como a salvação de um filme que procura ser “cool”, mas que não passa das intenções.
“Drive Angry” é absurdo, mas dentro dessa surrealidade não consegue cativar o espectador para além de explosões, tiroteios e perseguições. O culto apresentado é particularmente pouco temível, mais rídiculo que assustador. Como alguém disse muito bem, este parece um filme de rednecks para rednecks.
Uma nota final para a continuação da fórmula de “The Matrix” no que toca a tiros, e um rip-off total de “Shoot’ Em Up”, numa cena em que Cage vai disparando e matando gente enquanto tem sexo.
Dispensável… 
O Melhor: Heard e Fichtner
O Pior: Nicolas Cage esgotou as suas personagens no género
A Base: “Drive Angry” é absurdo, mas dentro dessa surrealidade não consegue cativar o espectador para além de explosões, tiroteios e perseguições…4/10
 
Shannon Griffithys

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