Parece inevitável que daqui em diante haja uma “twilightização” do cinema adolescente, tal foi o sucesso cinematográfico da saga de Stephanie Meyer. Por isso, sempre que surja uma nova possibilidade de saga, as comparações são obrigatórias: adolescentes giros, poderes sobre-humanos, e a descoberta do primeiro amor. Confirma-se!
Aqui seguimos a vida de John Smith/Number Four, uma das nove crianças sobreviventes da invasão dos Mogadorians ao planeta Lorien. Cada um deles recebeu poderes, e um número. John é o número quatro e já “sentiu” a morte dos números um, dois e três, o que faz dele o próximo alvo.
A premissa inicial do filme revela-se muito interessante, sobretudo porque a qualquer momento pode começar o confronto pela vida de John. Mas aqui, o filme dá uma volta, e com a sua nova identidade, John chega ao liceu, faz amizade com um “nerd”, apaixona-se por uma rapariga 3 torna-se rival dos “atletas”. Nada mais típico dos liceus americanos.
E assim vai caminhando a história, com muita altercações e doçura, até que de repente parece que Michael Bay assumiu a direcção, e entramos num frenético filme de acção. E neste aspecto o filme não deixa os seus créditos por mãos alheias, com bons efeitos especiais, cenas de acção bem coreografadas, e até com algumas “punch-lines” guardadas para esta fase.
Por isso, “Iam Number Four” é um filme disfuncional onde a parte liceu americano deixa a desejar, mas a acção garante entretenimento. No final tudo fica em aberto, deixando a perspectiva, ainda não confirmada, de uma (ou mais) sequelas.
O Melhor: As cenas de acção.
O Pior: Deixa a porta da sequela escancarada, e se ela não vier, tornar-se-à um produto inferior e incompleto.
A Base: É um filme disfuncional onde a parte liceu americano deixa a desejar, mas a acção garante entretenimento. 5/10
Carla Calheiros

