De skaters, a estrelas do rock vegetarianas, passando por produtores e vedetas do cinema, Pilgrim terá de lutar até à sua exaustão, sempre de uma forma altamente estilizada como se de um jogo de computador se tratasse, com vários níveis, energia e vidas extra.
E se na primeira hora da fita tudo isto parece um mundo novo para todos nós, a partir de certa altura tudo se torna redundante e repetitivo, quer as cenas de luta, quer a passagem para outro “nível” ou namorado.
A liderar a personagem de Pilgrim temos Michael Cera, que a par de Jesse Eisenberg, são os ídolos perfeitos do mundo geek do cinema independente. Secundado por boas presenças, como Winstead, Anna Kendrick, Chris Evans e Jason Schwartzman, o filme acaba por ser uma interessante demonstração da versatilidade de Wright, capaz de atrair muitos fãs da geração nintendo e do mundo dos videojogos e banda-desenhada, mas indo longe demais e cansando o espectador – que chega ao fim exausto como as personagens. O problema é que nós não temos energia extra, nem vidas a mais para gastar.
Para ajudar a esse cansaço, as personagens não tem assim tantas dimensões que nos façam interessar muito por elas.
Uma ultima nota de destaque para a direcção artística, fotografia e montagem. Aqui reside a essência do filme, e as suas maiores capacidades de nos atrair. E com isso fica a grande base do filme. Há muitos vilões que os geeks e nerds tem de derrotar ao longo da vida para sobreviverem num mundo em que a cultura pop e as aparências comandam tudo.
O Melhor: O início e a introdução do mundo de Scott Pilgrim
O Pior: A caminho do fim tudo se torna redundante e cansativo
A Base: Capaz de atrair muitos fãs da geração nintendo e do mundo dos videojogos e banda-desenhada, a fita vai longe demais e cansa o espectador, que chega ao fim exausto como as personagens. O problema é que nós não temos energia extra, nem vidas a mais para gastar…6/10

