Assim, Frank Moises (Bruce Willis), Joe (Morgan Freeman), Malvin (John Malkovich) e Victoria (Helen Mirren), são alvos da agência e terão de usar toda a sua experiência e astúcia para se manterem um passo a frente de seus perseguidores e permanecerem vivos.
Construído em torno de personagens bem curiosas, “Red” é, ao contrário do que se poderia pensar, um filme que aproveita ao máximo a nostalgia que se abateu sobre o cinema, recorrendo a actores carismáticos de outras eras e que já não estão muito dentro do terreno dos filmes de acção (como Mirren, Malkovich e Mary-Louise Parker). A estes juntam-se alguns exemplos de heróis (Bruce Willis) e vilões (Karl Urban).
O resultado é uma fita agradável de se ver, ainda que não fique completamente na memória. Mas se a obra ,pelo que apresenta em termos de enredo, não cria grandes lembranças, há interpretações que sim.
Mirren como assassina e John Malkovich como um paranóico são motivos suficientemente seguros para valer uma ida ao cinema. Em oposição temos Mary-Louise Parker, que só a meio da fita deixou aquele lado irritante e de empecilho que as personagens femininas tem tido este ano no cinema de acção (basta lembrar Cameron Diaz em ‘Knight and Day’ ou Katherine Heigl em ‘Killers’).
Já Bruce Willis faz o que lhe compete. É o herói e o centro da trama. Se houvesse uma contabilidade de personagens no cinema que mais litros de sangue derramaram, Willis ganhava em grande escala (John McClane de “Die Hard” devia perder uns 3 litros por filme).
Concluindo, “Red” é uma obra curiosa e com actores acima da média, mas que nunca chega realmente a avançar para outro estado que não a mediania
O Melhor: Mirren, Freeman e Malkovich dão o charme e segurança que a filma precisava
O Pior: A história é fraca
A Base: “Red” é uma obra curiosa e com actores acima da média, mas que nunca chega realmente a avançar para outro estado que não a mediania…6/10

