“Machete” é um bom exemplo disso, construído a partir de um trailer falso incluído em “Planet Terror”. No filme seguimos um herói pouco convencional, um “federale”, que depois de um arrufo com um poderoso narcotraficante é deixado a morrer e sem família. Três anos depois, e na América, esse homem tenciona ter uma vida calma, mas tudo parece correr em sentido contrario.
Primeiro é traído por um homem que o contrata por assassinar um senador. Segue-se a perseguição de que é vitima pelas autoridades, e finalmente dá de caras com o narcotraficante que ceifou a vida da sua esposa. Conseguirá Machete vingar-se de todos os que destruíram a sua vida?
Construído de maneira propositadamente má, “Machete” é uma obra interessante como homenagem ao cinema de exploitation. Mas uma coisa tem de ser dita. A história, personagens e diversos elementos são trash, mas os meios não são. Rodriguez não é assim nenhum herói em revitalizar o género. Ele sempre existiu e continuará a existir. Ele apenas o expôs num nível comercial, com actores famosos e que levam os espectadores comuns a ir vê-los ao cinema.
Mas isto não retira mérito ao filme, que tem verdadeiros momentos de comédia e inspiração. E muito mais à custa da interpretação de Danny Trejo, um vilão habitual no cinema, do que esperaria. Desta vez ele está do lado dos bons da fita e se há uma grande surpresa neste filme é mesmo ele.
Em sentido inverso, no que toca à sua personagem, temos Steven Seagal, o homem que durante anos lutou contra o crime com as poucas armas que tinha ao dispor: as mãos, o rabo de cavalo e um par de olhos tortos. O seu papel como vilão é muito bem conseguido, sendo curioso que nesta obra, todos funcionaram muito bem. De Robert De Niro era de esperar. Don Johnson está irrepreensível.
No lado dos bons da fita, uma nota especial para Jessica Alba, que finalmente tem uma personagem forte que se impõe, e uma Michelle Rodriguez que tem mais coração do que é costume. De resto tudo passa um pouco ao lado. Lindsay Lohan cumpre, e é só…
Assim “Machete” acaba por ser um bom entretenimento trash e uma boa razão para uma ida ao cinema. Mas não pensem que ao verem “Machete” sabem o que são realmente os exploitation movies da trash culture.
O Pior: Machete nunca teve um real adversário à altura
A Base: “Machete” acaba por ser um bom entretenimento e uma boa razão para uma ida ao cinema. Mas não pensem que ao verem “Machete” sabem o que são realmente os exploitation movies da trash culture… 6/10

