Oliver Stone foi certeiro na estreia desta improvável (pelo menos há alguns anos atrás) sequela de “Wall Street”. O mundo está agora bem diferente da década de 80, a economia colapsa perante os nossos olhos, e não apenas nos corredores da alta finança. “Wall Street” é diferente do seu antecessor, menos especulativo, a espaços até mais humano, mas igualmente um retrato do que é actualmente a economia mundial.
É no meio do colapso que encontramos Jacob Moore (Shia LeBouf), um jovem wallstreetiano sonhador, mas com ambição no mundo dos negócios. Quando a sua empresa “crasha”, e o seu mentor comete suicídio, Moore pretende vingar-se do agora rei do mercado financeiro, James Bretton, o maior responsável pelo colapso. Acrescenta-se a esta teia que Moore namora com Winnie Gekko. Além disso num misto entre reconciliar a familia Gekko e aproximar-se do génio financeiro agora saído da prisão, Moore alia-se ao “sogro” Gordon Gekko, agora envelhecido e aparentemente mais ponderado.
No meio de tudo isto estão os terríveis “mercados”, com as suas jogadas de bastidores, especulações e boatos que acabam em última instância por custar empregos enquanto os verdadeiros lobos, cada vez menos com pele de cordeiros, vão ganhado o dinheiro.
O filme é fotografado de forma competente – o pormenor das bolhas de sabão a sobrevoar Nova Iorque é delicioso -, e filmado com mestria e tensão quanto baste por Stone. O elenco é refinado, e confere bastante dignidade a um filme com Michael Douglas, a repetir a dose, Josh Brolin, Susan Sarandon e Frank Langella. No entanto, o protagonista desta sequela, Shia LeBouf, parece ter sido o único erro de casting.
A verdade é que sempre que LeBouf está em cena confesso que via apenas o miúdo de “Transformers”, e esperava que Megatron aparecesse a qualquer momento. Pior ainda é a sua química em cena com Carey Mulligan, que parece desconfortável no papel da filha ofendida. Aliás, quem a viu com Peter Sarsgaard em “An Education”, percebe como é confrangedora a química com LeBouf, sendo que o facto de ela parecer uma adulta, e ele o seu filho adolescente, também não ajuda em nada.
No final chega-nos a fábula moral sobre os sentimentos versus dinheiro, o que acabará por nos fazer sorrir, e fazer perceber que na vida real, nem sempre é assim.
É no meio do colapso que encontramos Jacob Moore (Shia LeBouf), um jovem wallstreetiano sonhador, mas com ambição no mundo dos negócios. Quando a sua empresa “crasha”, e o seu mentor comete suicídio, Moore pretende vingar-se do agora rei do mercado financeiro, James Bretton, o maior responsável pelo colapso. Acrescenta-se a esta teia que Moore namora com Winnie Gekko. Além disso num misto entre reconciliar a familia Gekko e aproximar-se do génio financeiro agora saído da prisão, Moore alia-se ao “sogro” Gordon Gekko, agora envelhecido e aparentemente mais ponderado.
No meio de tudo isto estão os terríveis “mercados”, com as suas jogadas de bastidores, especulações e boatos que acabam em última instância por custar empregos enquanto os verdadeiros lobos, cada vez menos com pele de cordeiros, vão ganhado o dinheiro.
O filme é fotografado de forma competente – o pormenor das bolhas de sabão a sobrevoar Nova Iorque é delicioso -, e filmado com mestria e tensão quanto baste por Stone. O elenco é refinado, e confere bastante dignidade a um filme com Michael Douglas, a repetir a dose, Josh Brolin, Susan Sarandon e Frank Langella. No entanto, o protagonista desta sequela, Shia LeBouf, parece ter sido o único erro de casting.
A verdade é que sempre que LeBouf está em cena confesso que via apenas o miúdo de “Transformers”, e esperava que Megatron aparecesse a qualquer momento. Pior ainda é a sua química em cena com Carey Mulligan, que parece desconfortável no papel da filha ofendida. Aliás, quem a viu com Peter Sarsgaard em “An Education”, percebe como é confrangedora a química com LeBouf, sendo que o facto de ela parecer uma adulta, e ele o seu filho adolescente, também não ajuda em nada.
No final chega-nos a fábula moral sobre os sentimentos versus dinheiro, o que acabará por nos fazer sorrir, e fazer perceber que na vida real, nem sempre é assim.
Concluindo, esta sequela não supera o seu antecessor, mas também não o envergonha. Pegando nos terríveis exemplos recentes dos colapsos financeiros americanos, Stone serve-nos uma trama financeira bem engrenada. Pena é que o lado sentimental do filme deixe mais a desejar. 6/10 Carla Calheiros
O Melhor: A palestra de Gordon Gekko devia ser obrigatória a todos.
O Pior: Shia LeBouf foi um erro de casting
A Base: Pegando nos terríveis exemplos recentes dos colapsos financeiros americanos, Stone serve-nos uma trama financeira bem engrenada…6/10
Carla Calheiros

