Mas só alguns anos depois dessa consulta somos confrontados com os factos da sua vida. Aí ele já está junto com outra mulher, que engana constantemente, tal como o fez com a primeira esposa. Nos negócios ele parece que está pronto a voltar a atacar, mas é mais conversa que certezas, num mundo onde as cunhas e o tráfico de influências são fundamentais. Quando Ben se envolve sexualmente com a filha da sua nova parceira, todos os pilares da sua existência ruem, e ele acaba por se ver isolado, sem trabalho e sem a própria companhia da filha, entretanto cansada do estilo de vida arriscado em que ele sempre viveu.
Orientado em torno da interpretação de Michael Douglas, ‘Solitary Man’ é um interessante ensaio anti-cliché, especialmente porque a personagem principal continua sempre a viver como deve, repleto de vícios, e não como a sociedade acha moralmente correcto. Douglas tem uma interpretação fulminante, num filme que certamente estreou para aproveitar o balanço do regresso do actor em força com ‘Wall Street 2”.
A rodear o actor temos um intenso grupo de actores secundários consagrados,destacando-se Susan Sarandon, Danny DeVitto e Mary-Louise Parker, sem esquecer Jesse Eisenberg (que brevemente veremos em ‘The Social Network) e Imogen Poots (‘Centurion’).
Realizado por Brian Kopelman, mais conhecido pelos dotes no argumento, mas que também já realizou filmes como ‘Knockaround Guys’, ‘Solitary Man’ acaba por ser um interessante e complexo estudo de uma personagem que não conseguimos odiar, nem amar, mas que não nos passa despercebido.
A ver…
O Melhor: O elenco
O Pior: Pouca gente vai ver….
A Base: ‘Solitary Man’ acaba por ser um interessante e complexo estudo de uma personagem que não conseguimos odiar, nem amar, mas que não nos passa despercebido…7/10

