Vivemos tempos nostálgicos e os anos 80 são uma fonte de animação certa, quer seja em termos de festas, música, publicidade, quer em adaptações cinematográficas, etc. Assim não é à toa que se realizem filmes como “The Expendables”, um clássico instantâneo, não pela qualidade da obra em si mas pelo elenco que possui.
Sob a liderança de Sylvester Stallone, trabalham juntos neste filme alguns dos maiores nomes do cinema dos anos 80, 90 e 00. E por especialidade. Assim temos Barney Ross (Sylvester Stallone), o líder de uma equipe de mercenários, constiuída pelo especialista em facas Lee Christmas (Jason Statham), o “pequeno” especialista em artes marciais Yin Yang (Jet Li), o especialista em armas Hale Ceasar (Terry Crews), o especialista em demolições Toll Road (Randy Couture) e o franco-atirador Gunnar Jensen (Dolph Lundgren). Todos eles são contratados por Tool (Mickey Rourke), um ex-integrante da equipa que se reformou mas que ainda lhes arranja alguns trabalhos e cede o seu bar como base da trupe.
Depois de um trabalho na Somália, em que tiveram de lidar com piratas somalis (um tema bem actual), o grupo é contratado para executar um trabalho bem ao estilo dos anos 80. Eliminar um impiedoso ditador sul-americano, o General Garza (David Zayas), que no fundo é um fantoche nas mãos de um ex-agente da CIA, James Monroe (Eric Roberts), mais interessado no dinheiro que o tráfico de drogas lhe trás que no povo comandado por Garza.
Quem encomenda o trabalho é o enigmático Sr. Church (Bruce Willis), que oferece a missão tanto a Ross quanto a seu rival, Trench (Arnold Schwarzenegger). Trench recusa a oferta – pois um dia quer ser presidente- e dá o trabalho a Ross, que parte para a ilha sul-americana de Vilena, localizada no Golfo do México.
O filme segue assim num esquema de acção construído ao gosto de cada actor que o interpreta (e ao mesmo tempo aos fãs de cada estilo de acção), sendo esta obra mais uma bela ideia nostálgica que uma concretização com sucesso.
O argumento do filme é demasiado básico para tanta vedeta do cinema de acção junta e por isso saímos da obra com a sensação que poderia ser muito melhor. E nem vou pegar no campo das interpretações, pois nenhum destes actores ficou famoso por isso. Nesse aspecto, destaca-se Jason Statham, facilmente o mais trabalhado. Já Rourke, Willis e demais companhia são mais uma presença, que uma interpretação.
Já em termos de acção, que necessariamente teria de ser o foco central, tudo parece demasiado banal, convencional mesmo, havendo apenas uma ou duas excepções, mas que não passam disso mesmo.
Por outro lado há uma vantagem. O filme é facilmente melhorado e por isso na sequela mais que certa poderemos ter ainda uma bela surpresa. Talvez não fosse má ideia Stallone entregar a pasta da realização a alguém, pois aquilo que executou ficou léguas abaixo do que se poderia esperar.
De qualquer maneira, se são fãs dos actores que compõem este filme, então deverão mesmo vê-lo. É que só o efeito nostálgico é suficiente para desligar o cérebro e aproveitar uma hora de meia de acção continua.
O Melhor: Jason Statham
O Pior: A sequência final de acção merecia ter mais impacto e força.

