‘The Ghost Writer’ por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Quer se goste ou não do homem Roman Polanski, devido às questões criminais que o perseguem desde os anos 70, a verdade é que os seus filmes continuam a demonstrar que ele é um dos melhores realizadores vivos e um dos mais influentes cineastas de todos os tempos.

E para dizer isto nem preciso referenciar este “The Ghost Writer”, facilmente um dos melhores papéis interpretativos de Ewan Mcgregor e que se foca em torno de um escritor que é contratado para reescrever as memórias de um político reformado e que é confrontado com uma intensa intriga em torno da vida e os actos deste.

Com segundas ou terceiras intenções, no fundo, o filme foca em grande escala o que muitos comentadores e cidadãos acharam nas últimas décadas: uma política britânica muito orientada para agradar aos EUA, quer envolva a questão do terrorismo, quer qualquer outro assunto do contexto sócio-económico.

Na realidade este é um thriller em lume brando, sem o habitual soco no estômago que o cineasta ocasionalmente nos dá, mas que funciona plenamente e nos arrasta para uma conspiração e intriga cativante e muito bem representada.

Realce para McGregor, mas não esquecer Pierce Brosnan e especialmente Kim Cattrall, uma actriz demasiado agarrada em termos de carreira a “Sexo e a Cidade”, mas que nos faz esquecer esse detalhe passados alguns minutos em cena.

Uma última nota para a banda sonora, típica de thrillers conspirativos e a sequência final, demasiado previsível.

Mas um bom entretenimento, e com cabeça, que deve agradar a todos os fãs de uma boa conspiração. 7/10

O Melhor: O tom thriller em lume brando mantém-nos sempre inquietos para saber o que vem a seguir

O Pior: Um final demasiado previsível

A Base: Thriller em lume brando mas que funciona plenamente e nos arrasta para uma conspiração e intriga cativante e muito bem representada.

 
Jorge Pereira

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