O filme começa logo com um problema de preconceito. As tentativas de adaptar videojogos ao cinema têm sido na sua maioria goradas, resultando sobre em produtos de qualidade medíocre. No entanto, considero que tenho uma vantagem relativamente aos aficionados de “Prince of Persia”, nunca joguei o jogo, não conheço a história e estou pronta a deixar-me surpreender.
Com Mike Newell na realização (que tem entre outros, o divertido “Four Weddings and a Funeral” no currículo), e nomes como Jake Gyllenhaal, Sir Ben Kingsley e Alfredo Molina a liderarem o elenco, pareciam estar reunidos todos os elementos para que “Prince of Persia” pudesse impor-se como a adaptação a seguir como modelo.
O filme segue a história de Dastan, um jovem órfão criado como filho pelo Rei da Pérsia. Já em adulto Dastan e os irmãos encetam uma missão de conquista do Reino de Alamut, supostamente por terem traído a Pérsia. A princesa Tamina é captura, no entanto Dastan é envolvido numa conspiração de alta traição ao Reino e torna-se “persona non grata” na Pérsia. A partir daqui o jovem príncipe enceta uma missão com o intuito de provar a sua inocência.
O aprumo visual é meritório, bem como as sequências de batalha. Os actores cumprem os seus objectivos sem parecerem demasiado caricaturais como noutros filmes do género.
Longe de ser uma obra-prima, “Prince of Persia” vai de encontro aos objectivos a que se propõe duas horas de entretenimento despretensioso para toda a família. Quanto às comparações entre filme e jogo deixo para os mais entendidos e fãs da saga.
O melhor: Fórmula de entretenimento simples mas eficaz.
O pior: Poderia ter apostado numa vertente mais cómica em algumas partes. Não ter uma figura marcante como Jack Sparrow na saga dos piratas.
A base: Vai de encontro aos objectivos a que se propõe duas horas de entretenimento despretensioso para toda a família. 6/10
Carla Calheiros

