‘The Bounty Hunter’ por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Milo (Geral Butler) é um ex-policia que agora trabalha como caçador de recompensas. Um dia, o seu “patrão” dá-lhe a foto de uma criminosa que ele tem de levar perante a justiça. Essa criminosa era Nicole (Jennifer Anniston), a sua ex-mulher. Fascinado com a hipótese de deter a sua ex-companheira, Milo parte em sua busca, descobrindo que esta está envolvida num caso onde a própria policia pode estar envolvida. De predador a presa, Milo e Nicole partem assim numa investigação perigosa que lhes vai demonstrar que afinal de contas, aquilo que se passou entre eles no passado está longe de ter terminado.

Anualmente há pelo menos uma ou duas obras derivadas desta estrutura: um casal que já se amou, que agora se odeia, mas que as circunstancias actuais os vão fazer ver que no fundo eles ainda gostam um do outro. E esta fórmula, seja em comédia, em filmes de acção ou em obras de outros géneros, está sempre assente numa sucessão de clichés apesar de ser sempre dizimada pela critica.

Porque acontece isso então? É simples. Esta é uma fórmula que vende, pois o espectador sabe exactamente o que vai ver. Como tal, não interessa nada eu dizer que esta é uma das obras mais cliché e mais que vistas em cinema, pois no fundo este “template” cinematográfico é à prova de bala em relação à critica. Veja-se “Sweet Home Alabama”, outra obra realizada por Andy Tennant. Eles amam-se, eles odeiam-se, eles redescobrem o amor. É caso para dizer, é sempre a mesma cantiga…

Aliás, na realidade, e já que a história é o que esperamos, o que mais interessa ao espectador é mesmo quem a protagoniza. Nesse aspecto, Jennifer Anniston e Gerald Butler cumprem o seu papel de ter química, de ter alguma piada e de realmente parecerem estar apaixonados quando o filme termina. Outro aspecto importante é a força dos actores secundários, relativamente fracos em termos de graça nesta obra – o que ainda piora as coisas.

Dispensável…

O Melhor: A banda-sonora
O Pior: Mais do mesmo…

  A Base

Esta é uma fórmula que vende, pois o espectador sabe exactamente o que vai ver. Como tal, não interessa nada eu dizer que esta é uma das obras mais cliché e mais que vistas em cinema, pois no fundo este “template” cinematográfico é à prova de bala em relação à critica… 3/10


Jorge Pereira

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