
Baseado no livro de Nicolas Sparks, “Dear John” é dos romances cinematográficos mais insípidos e insonssos dos últimos tempos, não contribuindo para isso os seus actores (Amanda Seyfried e Channing Tatum), que até conseguem ter a química necessária para que o filme seja, no mínimo, suportável.
E é uma pena que assim seja, porque se um jovem actor ou actriz sobrevive a um filme menos conseguido, o mesmo já não se pode dizer de Lasse Hällstrom, um cineasta que já nos deu obras como “The Cider House Rules”, “What’s Eating Gilbert Grape” e “Chocolate”, todos eles baseados numa obra literária. Como tal, não serve de desculpa dizer que por ser de quem era (Sparks, um autor tão amado como odiado), não se é capaz de fazer um trabalho interessante. Este certamente não o é.
No filme seguimos dois jovens, John e Savanah, que se apaixonam num Verão. Após duas semanas de relacionamento eles mostram-se dispostos a prosseguir com a relação, colocando-se como entraves o facto de John estar na Tropa e Savanah na Faculdade.
A partir de aqui cozem-se as linhas de um drama chorão que evoca subtilmente o 11 de Setembro e tudo o que surgiu após isso – invasão do Afeganistão, Iraque, etc. Tudo isso contribuiu para o afastamento do casal, ainda que, se analisarmos a fundo, a decisão foi pessoal e não incutida.
Realce para o subplot que envolve o pai de John, infelizmente desaproveitado no meio de tanto amor em palavras e tão pouco em actos. O mesmo se passa com as personagens, aparentemente profundas mas efectivamente unidimensionais.
Dispensável…
O Melhor: O Pai de John numa história banal.
O Pior: Clichés atrás de clichés.
|
A Base |
| Um dos romances cinematográficos mais insípidos e insonssos dos últimos tempos…..3/10 |

