“Pride and Glory” é mais um exemplo hollywoodesco de um drama policial formulático que só merece um pingo de atenção devido ao elenco que detém, muito acima – em termos de qualidade – do material que o rodeia.
Nele seguimos uma família onde a tradição de ser polícia parece estar nos genes. O patriarca (John Voight em piloto automático) é um nome grande da corporação; os filhos, que incluem um genro, são todos elementos de destaque no combate ao crime. Mas nesta família pode dizer-se que há um bom, um mau e um vilão. O bom é Edward Norton, que tenta seguir os princípios básicos de ser um bom policia. O mau é irmão deste e o sargento da esquadra -apesar de não ser directamente corrupto, vai fechando os olhos demasiadas vezes. Já o vilão é Colin Farrel, um polícia sem escrúpulos que não se importa em assassinar criminosos e ficar com os bens destes. É nesta teia previsível que o filme se movimenta, sendo os diálogos verdadeiros clichés.
A bem da verdade, não há nenhum orgulho nem glória em fazer um filme assim. Dispensável.
O Melhor: O elenco, destacando-se Farrel e Norton.
O Pior: O cliché dos diálogos e a previsibilidade do guião.
| A Base |
| Não há nenhum orgulho nem glória em fazer um filme assim. 4/10 |
Jorge Pereira

