‘The Disapearence of Alice Creed’ por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

“The Disapearence of Alice Creed” conta a história de Alice Creed, uma jovem filha de um homem com posses, que é sequestrada por dois homens mascarados. De um lado temos o frio e eficiente Vic. Do outro temos Danny, uma personagem que demonstra mais desmazelo, mas que se tenta concentrar ao máximo.

O filme praticamente começa com o rapto e a partir daí somos confinados, até bem perto do final, a dois únicos cenários. Uma carrinha (onde decorre o rapto) e uma casa bem blindada (onde a vítima pernoita). Este minimalismo dá logo uma sensação de desconforto ao espectador, que se vê, como a vítima, confinada a um pequeno espaço.

Porém, e no decorrer da trama, a sequestrada não se vai revelar uma pêra fácil de roer. As personagens tem suficientes ambiguidades para não sabermos nunca o que pensar delas, o que dá uma dimensão bastante interessante à obra. Entre “Chaos” de Nakata, “Hard Candy” de Slade, ‘Secuestro Express’ de  Jonathan Jakubowicz e “Shallow Grave” de Boyle, com twists impensáveis à mistura, “Alice Creed” é um thriller de roer as unhas, sempre com um ambiente tenebroso que aponta para que tudo vai acabar muito mal.

E nisso J. Blakeson revela-se fulminante na sua câmara, colocando-nos no meio da acção e sem saber, tal como as personagens, o que pensar ou acreditar.

Uma nota final para as interpretações. Gemma Arterton, Martin Compston e Eddie Marsan dão expressividades e emoções às suas personagens, elevando o filme para um nível superior dos filmes com raptos habituais.

A não perder

O Melhor: A ambiguidade das personagens e os jogos mentais
O Pior: Não teve em Portugal o destaque que merecia

A Base: Gemma Arterton, Martin Compston e Eddie Marsan dão expressividades e emoções às suas personagens, elevando o filme para um nível superior dos filmes habituais com raptos …8/10

Jorge Pereira

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