‘Cemetery Junction’ por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)

Cemetery Junction é uma pequena cidade sem grandes perspectivas para os seus jovens. Freddie Taylor tenta melhorar a sua vida com um emprego como vendedor de seguros, o que lhe dá um fato e o afasta da fábrica, de onde o seu pai sai sujo todos os dias.  O seu melhor amigo, Bruce, foi abandonado pela mãe e tem uma relação conflituosa com o pai, a quem não respeita. Tem o sonho, mas não a coragem de partir daquele lugar. Snork trabalha na estação de comboios e também pensa sair.

Este enredo situado em 1973 é o ponto de partida de “Cemetery Junction”, o novo filme escrito, realizado e produzido por Rick Gervais, desta vez em parceria com Stephen Merchant. Embora retratando uma sociedade no limiar de vários dramas pessoais, “Cemetery Function” tem o mérito de tratar tudo com o humor latente às obras com a chancela de Gervais. Pelo meio aparece Julie, uma jovem protegida pela vida desafogada dos país, e que ambiciona mais do que ser apenas uma dona de casa, e uma mãe de filhos. Juntos vão percorrer um caminho que os ajudará a começar a resolver os seus dramas pessoais.
 
De uma forma geral é um filme agradavelmente escrito, realizado e interpretado, sendo que há que ter em atenção o elenco de jovens britânicos. Não esquecendo que estão secundados por um lote de actores “adultos” como o próprio Rick Gervais, no pequeno papel de Mr Taylor, bem como por Ralph Fiennes e Emily Watson.

“Cemetery Juntion” é uma obra cativante, descontraída e bem-humorada que nos deixará com um sorriso nos lábios.

O Melhor: Os diálogos familiares dos Taylor
O Pior: Chegará a Portugal?

 

A Base: “Cemetery Juntion” é uma obra cativante, descontraída e bem-humorada que nos deixará com um sorriso nos lábios. 7/10

Carla Calheiros

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