‘Mollycam’ por Shannon Griffiths

(Fotos: Divulgação)
Molly é uma jovem bonita e sexy que acusa o seu namorado, Sako, e os amigos deste, de a terem violado. Mas à medida que a polícia a interroga vão sendo apresentadas inconsistências que fazem com que a investigação tente ir mais fundo no que realmente se passou.
Jens é o polícia que investiga o caso e que se vai deparar com uma série de filmagens que Molly ia realizando diariamente. À medida que a investigação avança, Jens vai aos poucos tornando-se um refém Voyeur da jovem, sentido cada vez mais uma estranha atracção.

Acima de tudo esta é uma obra provocante, em momentos chocante, mas acima de tudo reveladora da pornificação da sociedade e de como uma teenager lida com isso. Estes são tempos perigosos para os adolescentes, e já o filme sueco “Der Ofrivilinga” lidava com isso, ainda que de forma descomprometida e por vezes irresponsável.

Aqui tudo é mais bizarro, mais provocante e realista, e todos os detalhes contam.

Esta é a geração dos facebook, dos chat’s, das filmagens que relegam os diários antigos para material obsoleto. Esta é a geração dos blogs, da partilha de milhões de ficheiros e de todos os elementos da sua vida num mero status, disponível a quase todos.

Mollycam é uma amostra dos perigos desta sociedade, despida para ser mais atraente, mais aberta ao mundo.

E este é um filme que sem ser uma obra prima dá que pensar…7/10

O Melhor: Um dos melhores filmes da pornificação social que atravessamos.
O Pior: As interpretações deixam algo a desejar.

Shannon Griffiths

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