Morreu Steve Jobs, o homem que também influenciou o cinema

(Fotos: Divulgação)

Morreu Steve Jobs, ex-presidente e um dos fundadores da Apple.
Em luta contra o cancro desde 2004, Steve Jobs foi uma das personalidades mais importantes do nosso tempo, não só por estar directamente ligado à criação de tecnologias inovadoras mas também por esses mesmos gadgets e produtos de natureza informática terem influenciado o mercado, as sociedades e as pessoas, com naturais implicações nas artes e no cinema.
Seria impossível avaliar todas as ligações de Jobs à industria do cinema actualmente, mas a sua relação directa e  indirectamente à 7ª arte é notória. Basta lembrar que o anúncio publicitário executado em 1984 para o intervalo da Super Bowl – e que custou, na altura, qualquer coisa como um milhão de dólares – foi realizado por Ridley Scott, que na altura vinha do sucesso de «Alien» e «Blade Runner». O anúncio mudou o mundo e a forma como a Apple se expandiu. O seu estilo e direcção foi beber influencias a 1984 de George Orwell, mas também a «Metropolis» de Fritz Lang. A sua essência iria definitivamente influenciar cineastas, como Alfonso Curion (Children of Men).
E vale sempre a pena lembrar que foi ele que foi buscar a Pixar à Lucasfilms em 1986, tendo dez anos depois vendido o estúdio à Disney e transformando-se num dos maiores accionistas do grupo. E nem vale a pena referir o impacto da Pixar no cinema de animação, basta lembrar «Toy Story» e todo um conjunto de animações criadas por computador que anualmente invade as nossas salas.
Mas indo ainda mais indirectamente na ligação de Jobs ao cinema, vamos falar um pouco de um software da Apple dedicado especialmente à edição cinematográfica. O famoso Final Cut Pro, para além de ser um dos mais usados no meio serviu para editar filmes como «The Ring» , «Cold Mountain» (que até foi nomeado ao Óscar de Melhor Edição), «Open Water», «Corpse Bride», «Napoleon Dynamite», «Jarhead», «300», «Happy Feet», « The Simpsons Movie», «Zodiac», « Burn After Reading», « The X-Files: I Want to Believe», « The Curious Case of Benjamin Button» , « X-Men Origins: Wolverine», « Eat, Pray, Love», «True Grit» e « The Social Network» (vencedor do Óscar de Melhor Edição), «Tarnation» entre muitos, muitos outros. E quantos filmes vimos nós com um computador da Apple presente, ou quantos trailers assistimos nós no seu site, tendo mesmo de instalar o Quick Time (da Apple)?
Reduzir a estas linhas todo o contributo de Jobs para o cinema, quer na sua construção, quer na sua visualização (agora até nos Ipad) é tremendamente complicado e qualquer texto sobre essas ligações estaria sempre invariavelmente incompleto.
 
Jorge Pereira 

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