Vem aí uma série sobre a eterna “Emmanuelle”

(Fotos: Divulgação)

A vida de Sylvia Kristel, símbolo sexual dos anos 1970 e estrela da trilogia de filmes eróticos “Emmanuelle”, vai chegar à TV através de uma minissérie de produção francesa da Lincoln TV.

Intitulada Sylvia e dividida em seis partes, a série será baseada na autobiografia de Kristel, “Nue” (“Naked”), na qual a atriz fala da sua ascensão e queda trágica.

Atualmente na fase de construção do roteiro, o projeto – que será filmado em francês, inglês e holandês – está a ser criado e escrito por Bénédicte Charles e Olivier Pouponneau, que desenvolveram anteriormente “Mirage” com Franck Philippon.

Falecida em 2012 aos 60 anos, a holandesa Sylvia Kristel é um nome para sempre marcado na história do cinema pelo seu papel em “Emmanuelle”, obra de Pierre Bachelet que marcou a década de 70 e que originou uma série de sequelas, tendo como particularidade – dado o seu estatuto de filme erótico – o facto de ter atraído muito público feminino. “Alice” em 1977 para Claude Chabrol, “Lições Privadas” (1981) e Mata-Hari” (1985) são outros filmes que marcaram uma carreira onde não faltaram muitos vícios, como foi descrito na sua autobiografia de em 2006.

Achamos que a história de Sylvia tem particular interesse na era pós-MeToo. A Sylvia foi abusada sexualmente durante a infância, deixou de ser uma atriz desconhecida aos 20 anos de idade e tornou-se um emblema internacional para a revolução sexual da década de 1970 ”, disse Missonnier, acrescentando que a série mostrará que essa verdadeira revolução realmente não ajudou as mulheres a se libertarem da objetificação por parte dos homens.

Esta produção vai decorrer principalmente na França e dará particular ênfase à década em que ela protagonizou o clássico do cinema erótico e mostrará “como o seu encontro em 1979 com um homem que se tornaria seu marido tragicamente a levou a um caminho descendente“, disse de Bourbon-Busset, que acrescentou que o arco narrativo será construído de maneira semelhante à biografia de Judy Garland, “Judy“.

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