Polónia quer “A Primeira Tentação de Cristo” fora do catálogo Netflix

(Fotos: Divulgação)

A polémica em torno de A Primeira Tentação de Cristo chegou à Polónia

Não é só no Brasil que A Primeira Tentação de Cristo, o especial de Natal executado pela produtora Porta dos Fundos para a Netflix, está a provocar polémica.

O vice-primeiro-ministro, Jaroslaw Gowin, usou as redes sociais para pedir à Netflix que remova o programa da plataforma. Anexada à publicação de Gowin constava uma petição com cerca de 1,5 milhões de assinaturas. Destinada a Reed Hastings, fundador e presidente da Netflix, Jeff Hensien e Ted Sarandos, essa petição fala em “blasfémia” e defende que ninguém tem o direito de “ofender e atacar a fé de milhões de pessoas em todo o mundo”.

A petição fala ainda que a exibição deste programa apenas tem um resultado: “a aceitação social de uma perseguição ainda mais sangrenta aos cristãos em todo o mundo“.

Recordamos que no Brasil, um tribunal no Rio de Janeiro deu ontem procedimento, após apelo, a um pedido do Centro Dom Bosco (CDB) para a retirada do programa do catálogo Netflix. Segundo o desembargador que trabalhou no caso, a saída do programa do catálogo da Netflix é o “mais adequado e benéfico, não só para a comunidade cristã, mas para a sociedade brasileira, maioritariamente cristã, até que se julgue o mérito do Agravo”. A ideia é pois “recorrer-se à cautela, para acalmar ânimos”.

Lançado na plataforma em dezembro de 2019, o especial foi alvo de muitas criticas, pedidos de boicote à Netflix, e a sede da produtora Porta dos Fundos foi mesmo atacada com cocktails molotof. Um dos suspeitos desse ataque fugiu para a Rússia, ponderando pedir asilo político.

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