
É uma das séries que deu que falar em Lille no festival Series Mania. Zérostérone imagina um mundo onde os homens se extinguiram há 108 anos e as mulheres são forçadas a ser inseminadas para manter a espécie. Este é o universo imaginado por Marion Seclin, Nadja Anane, Eleanor Costes e Sandy Lobry, um grupo composto por atrizes, argumentistas e realizadoras. O elenco da série é 100% feminino, o único homem é um robô.
Nesta série, o foco são as mulheres e a economia dos brinquedos sexuais está em alta. Durante oito episódios de treze minutos, seguimos as aventuras de duas irmãs, Lucie e Charlie, feitas reféns por uma fugitiva em busca do último homem na Terra. Esta série “era o nosso sonho, porque passamos a maioria do tempo a ver filmes em que há quase apenas homens.E não são filmes pós-apocalípticos: apenas filmes em que os produtores têm preguiça de colocar mulheres! Fizemos uma série para dizer que as mulheres são humanas“, disse a atriz Marion Séclin à Cheek Magazine.
Por outro lado, o conceito não é a de mostrar tristeza ou nostalgia por o desaparecimento do sexo masculino: “Não queriamos que se considerasse o homem como algo de que se sentiria falta, já que a série coloca em cena gerações de mulheres que nunca o conheceram. Queriamos que o homem fosse considerado um dinossauro, e ninguém diz hoje que os dinossauros fazem falta ou que sonham em ter um caso de amor com eles“.
Idealizada e construída de maneira a haver espaço para continuação, Zérostérone será exibida na internet.

