
Num comunicado hoje publicado no Blog da Netflix, David Fullagar, Vice-Presidente de Content Delivery Architecture (Arquitetura de Disponibilização de Conteúdos), na Netflix, informou que e breve será impossível aceder ao serviço com recurso a proxies e VPNs.
Os proxies e VPNs “mascaram” a localização do utilizador do serviço, permitindo – por exemplo – que estejamos fisicamente em Portugal, mas virtualmente noutro país, sendo assim possível aceder ao catálogo da plataforma de streaming noutro território. Esta situação é particularmente comum em países como Portugal, onde a Netflix não tem um catálogo recheado de títulos como acontece nos EUA. Por isso mesmo, muito utilizadores recorrem a essas técnicas para contornar o sistema e o próprio mercado desses serviços têm explodido na sua oferta ao público. Porém, a Netflix diz que agora vai empregar as mesmas medidas, ou similares, que outras empresas aplicam para travar esses casos.
Fullagar revela ainda que a Netflix está a fazer progressos e tem a «expetativa de que todos os conteúdos venham um dia a estar disponíveis a nível mundial», mas reconhece que «ainda há um longo caminho a percorrer»: «Com o tempo, prevemos ser capazes de oferecer os mesmos filmes, séries e programas em todo o mundo. Por agora, e em virtude da prática histórica de licenciar conteúdos com base em territórios geográficos, os filmes, séries e programas que oferecemos são diferentes, em diferentes medidas, em cada território, pelo que continuaremos a respeitar e a praticar o licenciamento de conteúdos por localização geográfica.»

