A série estreia na Prime Video a 2 de setembro e não é baseada num romance de Tolkien em si, mas na vasta história de fundo que o autor expôs nos apêndices da trilogia “O Senhor dos Anéis“. As cinco temporadas encomendadas provavelmente custarão ao estúdio mais de 1 bilhão de dólares. Um orçamento com potencial para “dizimar” a maioria dos outros estúdios, mas que se tratando de Tolkien e tal como as viagens espaciais, é uma obsessão pessoal do fundador da Amazon, Jeff Bezos, um dos homens mais ricos do mundo.
Na batalha pelo projeto, a HBO e a Netflix estavam entre os licitantes, mas a equipa de Bezos ganhou os direitos por 250 milhões de dólares. A Amazon não confirma o orçamento da série, mas além do dinheiro para os direitos, o governo da Nova Zelândia apresentou um orçamento de gastos com a produção de 462 milhões de dólares, apenas para a primeira temporada. Esse valor inclui a construção de uma infraestrutura que será usada nas temporadas posteriores – e foi compensada por um desconto de impostos de 108 milhões de dólares.
Como menciona a Vanity Fair, “The Lord of the Rings: The Rings of Power” representa um risco financeiro menor do que um risco de reputação. A Amazon precisa de forma definitiva de provar que consegue e pode produzir conteúdos de prestígio à grande escala. Os showrunners, Patrick McKay e JD Payne, estão dolorosamente conscientes da pressão. A série vai combinar inúmeras personagens e várias histórias, desde as profundezas das minas dos Anões das Montanhas Sombrias até a alta política do reino élfico de Lindon e a poderosa ilha dos humanos, Númenor. Tudo isso se concentrará, eventualmente, em torno do incidente que dá nome à trilogia, A “forja dos anéis”, diz McKay. “Anéis para os elfos, anéis para anões, anéis para homens, e o anel que Sauron usou para os enganar a todos. É a história da criação de todos esses poderes, de onde eles vieram e o que causaram a cada uma dessas espécies”.












