Com a obrigação legal de investir uma parte da sua facturação em França (20 a 25%) na produção de obras francesas ou europeias, a Netflix decidiu tornar-se patrono da Cinemateca Francesa, mostrando-se “empenhada em apoiar a preservação do património cinematográfico francês“.
Conta o Les Inrocks que o gigante do streaming terá como primeira missão apoiar o financiamento da reconstrução do filme “Napoleão“, de Abel Gance (1927), que começou a ser restaurado em 2008 sob a direção de Georges Mourier, em colaboração com os famosos laboratórios Eclairs Classics, e que deve ser concluída no final de 2021, por ocasião do bicentenário da morte do Imperador.
“Estamos felizes com a contribuição decisiva da Netflix para a reconstrução desta grande obra-prima do cinema mundial, com o apoio inicial do CNC, uma ajuda notável de um mecenas privado e, por último, uma contribuição da Fundação Napoléon Estamos convencidos de que este projeto em grande escala é o início de uma parceria frutífera com a Netflix “, disse Frédéric Bonnaud, diretor da Cinémathèque française, num comunicado à imprensa.
Consta que a ligação da plataforma à Cinemateca Francesa também inclui a organização de encontros de figuras do cinema com o público e algumas projeções de eventos. Estas iniciativas já foram implementadas no ano passado com a antestreia de “Mank” de David Fincher e com masterclasses de nomes como Damien Chazelle, Houda Benyamina, Lara Marrakchi e Alan Poul para a série The Eddy.

