
O realizador mauritano Abderrahmane Sissako, cujo filme Timbuktu tem sido muito bem recebido pela crítica a e público nos países onde já estreou, está a ponderar adaptar ao cinema O Leão Africano, uma obra de Amin Maalouf que faz parte do plano nacional de leitura e que em Portugal é editado pela Quetzal Editores.
Segundo a descrição da editora, a obra funciona como “uma autobiografia imaginada do geógrafo Hasan as-Wazzan, que ficou conhecido como Jean-Léon de Médicis, ou Leão, o Africano. Em 1518, no regresso de uma peregrinação a Meca, o embaixador magrebino é capturado por piratas sicilianos que o oferecem de presente ao papa Leão X. A sua vida, feita de aventuras, paixões e perigos, é marcada pelos grandes acontecimentos do seu tempo: durante a Reconquista, encontrava-se em Granada, de onde teve de fugir à Inquisição, acompanhado pela família; estava no Egito aquando da sua tomada pelo Otomanos; na África negra, durante o apogeu de Askia Mohamed Touré; e em Roma no período áureo do Renascimento e no momento do saque da cidade pelo soldados de Carlos V“.
Em declarações ao Screen Daily, Sissako confirmou que lhe foi oferecida a hipótese de levar esta obra ao cinema, mas que ainda não tomou uma decisão: «Já estava a trabalhar num projeto antes de Timbuktu, sobre o relacionamento da China e África, e foi-me proposto adaptar o Leão Africano, de Amin Maalouf, no qual estou muito interessado». Sissako disse posteriormente que iria tomar uma decisão mais para o fim do ano: «O Timbuktu ainda está a viajar, ainda está vivo, mas vai acalmar e dentro de seis meses ou assim as coisas vão estar mais claras».
Timbuktu ainda não tem data de estreia em Portugal.

