Conservadores japoneses acusam Angelina Jolie de racismo

(Fotos: Divulgação)

Vários grupos de nacionalistas japoneses têm acusado a atriz e realizadora Angelina Jolie de racismo pela forma como os nipónicos são retratados em Invencivel, o mais recente projeto da cineasta e que se baseia no livro Invencível: Uma história de sobrevivência, resistência e redenção. No livro/filme é retratada a história de Louis Zamperini, um herói olímpico e de guerra que sobreviveu cerca de dois anos como prisioneiro num campo de trabalhos forçados japonês durante a Segunda Guerra Mundial. 

De acordo com os relatos de Zamperini, este e outros detidos foram severamente espancados e maltratados até o final da guerra, em agosto de 1945, em particular pelas ordens dadas pelo sargento Mutsuhiro Watanabe – a quem os prisioneiros de guerra apelidavam de “O Pássaro”.

Ora, os nacionalistas estão particularmente irritados com as descrições feitas pelos prisioneiros de guerra e que incluem casos de espancamentos, esfaqueamentos, fuzilamentos, decapitações, bizarras experiências médicas e até relatos que alguns detidos foram comidos vivos em rituais de canibalismo.

Em declarações ao The Telegraph, Hiromichi Moteki, secretário-geral da Sociedade para a Disseminação de Factos Históricos, um grupo de pressão no Japão, afirmou que todas essas situações retratadas são «uma fabricação» e que o filme de Jolie «não tem credibilidade e é imoral.»

Naturalmente que estes protestos já chegaram à Internet, não só através das redes sociais, mas também através de petições que exigem que a fita seja banida no Japão e que a atriz/realizadora seja proibida de entrar no território.

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