Numa entrevista publicada no site do Festival de Cannes, a realizadora Sofia Coppola admitiu que o cinema nos EUA está a passar por um «período muito conservador» e que «é muito difícil fazer filmes originais que saem das regras». Coppola, que faz parte do júri no Festival de Cannes que irá atribuir a Palma de Ouro, admitiu ainda que «Os filmes americanos atuais não têm nada de único», que a «indústria presta-se, hoje em dia, a fazer essencialmente filmes que vão ter sucesso» e que sente «muito prazer» por estar em Cannes «a ver filmes que vêm de todo o mundo e que, por isso, são muito diferentes».
Quanto ao seu trabalho como realizadora, a cineasta afirma que o cinema sempre teve um lugar importante na sua vida e que cresceu nos estúdios dos filmes do pai, o qual «é um grande cinéfilo» e que foi quem a iniciou nos filmes vindos de todo o mundo quando era criança: «Graças a ele, descobri as obras dos cineastas franceses da Nova Vaga, os filmes do neorealismo italiano ou realizadores como Kurosawa. Tive a sorte de visionar desde muito cedo vários filmes que a história do cinema considerou importantes».
Curiosamente, Coppola acrescenta que apesar a adorar ver filmes, não foi um realizador ou um filme que a levou à execução da sua primeira longa-metragem, As Virgens Suicidas, mas sim um livro.
Vale a pena lembrar que Coppola é responsável por fitas como O Amor é um Lugar Estranho, Marie Antoinette, Somewhere–Algures e Bling Ring: O Gangue de Hollywood, e que vai levar às salas em breve uma versão em imagem real de A Pequena Sereia. Para além deste projeto, a cineasta vai ainda trabalhar no guião da adaptação ao cinema de Fairyland: A Memoir of My Father, um livro de memórias de Alysia Abbott.

