Zézé Gamboa, Sol Carvalho, Licínio de Azevedo e Inadelso Cossa mostram novos projetos em Locarno

(Fotos: Divulgação)

Os novos projetos de Zézé Gamboa, Sol Carvalho, Licínio de Azevedo e Inadelso Cossa fazem parte da seleção do laboratório do coprodução Open Doors do Festival de Locarno, um evento que dá a oportunidade aos cineastas e produtores de apresentar os seus projetos a potenciais parceiros.

Com o apoio da Agência para o Desenvolvimento e Cooperação (SDC) do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suiça, a Open Doors tem como objetivo apoiar e destacar cineastas de uma região onde o cinema independente é vulnerável, incentivando o financiamento para os projetos selecionados. Para além disso, o certame oferece ainda três prémios aos melhores projetos, que vão desde os 6 mil aos 50 mil euros, para além de providenciar aos cineastas inúmeros workshops ligados à produção e distribuição.

Zézé Gamboa – realizador de filmes como O Grande Kilapy – leva até Locarno Aleluia, uma produção angolana baseada em factos verídicos e que conta a história de quatro homens perdidos e à deriva no mar por mais de 60 dias.

Já Sol Carvalho, cujo filme Impunidades Criminosas passou pelo último FESTin, apresenta Heart and Fire (título internacional), um projeto que usa a história de Navarro, um homem de 60 anos, dono de um cinema histórico, que não tem nenhum herdeiro, para abordar um dilema que envolve os idealismos e a sociedade capitalista em que vivemos.

Licinio Azevedo – cujo filme Virgem Margarida passou pelas nossas salas no final do ano passado – apresenta O Comboio de Sal e Açúcar, adaptação para o cinema de uma novela que o próprio escreveu e que foi publicada em Moçambique, EUA e na África do Sul. Como o realizador descreveu ao c7nema numa entrevista em novembro de 2013, este foi um livro que escreveu logo após o fim da guerra: «uma história inspirada numa situação que acontecia durante a guerra, mas totalmente ficcionada. O livro, o filme, é uma história de amor e guerra»


O Comboio de Sal e Açúcar

Finalmente, Inadelso Cossa leva à Suiça a fita Kula: Uma Memória em Três Atos, um projeto documental em torno da brigada da PIDE que atuava em Moçambique nos tempos coloniais.

O evento Open Doors, nesta sua 12ª edição, irá decorrer de 9 a 12 de agosto e é essencialmente composto por projetos em língua inglesa e portuguesa de territórios africanos.

Aqui fica a lista dos projetos selecionados

• Aleluia de Zézé Gamboa (Angola)
• Faraway Friends de Teboho Edkins (África do Sul/Lesoto)
• Fig Tree de Alamork Marsha (Etiopia/Israel)
• First Man de Jahmil X.T. Qubeka (África do Sul)
• Heart and Fire de Sol de Carvalho (Moçambique)
• Hot Comb de Caroline Kamya (Uganda/Holanda)
• I Am Not a Witch de Rungano Nyoni (Zâmbia/França)
• Kula: A Memory in Three Acts de Inadelso Cossa (Moçambique)
• Territorial Pissings de Sibs Shongwe-La Mer (África do Sul)
• The Mercy of the Jungle de Joel Karekezi (África do Sul/Ruanda/Bélgica)
• The Train of Salt and Sugar de Licinio de Azevedo (Moçambique/Portugal)
• Unbalanced de P. Sam Kessie (Gana)

Últimas