Produtor de Hollywood confessa passado ligado à espionagem

(Fotos: Divulgação)

Arnon Milchan, chefe da New Regency e produtor de mais de 120 filmes de Hollywood, como Fight Club, Mr. & Mrs. Smith, Pretty Woman e LA Confidential, confessou a um programa de investigação da TV israelita que durante muitos anos foi um agente secreto ao serviço de Israel e que «estava muito orgulhoso daquilo que fez pelo país».

Numa longa entrevista, Milchan confessou ainda que foi bastante difícil trabalhar em Hollywood e ter uma reputação ligada ao comércio de armas, pois em teoria ninguém quer trabalhar com um homem que vende material que serve para matar: «Em vez de me falarem de um guião, eu tinha de passar meia hora a explicar que não era um traficante de armas. Se as pessoas soubessem quantas vezes arrisquei a vida pelo meu país…», confidenciou.

Nascido em Israel, Milchan foi recrutado nos anos 60 por Shimon Peres, o atual presidente de Israel, tendo trabalhado durante muitos anos para o Lakam (Departamento de Relações Cientificas), um organismo que procurou ajudar o estado de Israel a evoluir tecnologicamente, sendo fundamental para a criação do programa nuclear do território.

No pico da sua atividade, Milchan – agora com 68 anos – operou e liderou mais de 30 empresas em 17 países, conseguindo acordos favoráveis a Israel na casa das centenas de milhões de dólares. Como exemplo deu um dos pontos pelo qual está a ser mais criticado atualmente: o produtor usou as suas ligações em Hollywood para promover o regime do Apartheid na África do Sul em troca de Urânio que seria vendido a Israel.

Resta agora saber se a vida de Milchan vai chegar aos cinemas, pois este «enredo» tem tudo para se tornar num filme de Hollywood…

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