#chicagoGirl: como a guerra também passa pelas redes sociais

Os festivais de cinema, em particular os de carácter documental, normalmente seguem tendências no que diz respeito às temáticas politicas quotidianas, em particular no que diz respeito a conflitos que envolvem regimes ditatoriais e populações que se revoltam contra o sistema estabelecido.

A decorrer neste momento, o Festival Internacional de Documentários de Amesterdão (IDFA) não foge a essa tendência, estando grande parte da sua programação centrada no conflito sírio.

aqui tinhamos falado de Return to Homs, um filme do realizador sírio Talal Derki, que teve a honra de abrir o certame, mas há um outro documentário que tem dado nas vistas em Amesterdão, comandando – presentemente – a tabela qualitativa na corrida ao prémio do público.

Com o nome #chicagoGirl — The Social Network Takes on a Dictator, esta obra realizada por Joe Piscatella acompanha Ala’a Basatneh, uma estudante de 19 anos que tem ajudado, a partir dos subúrbios de Chicago, nos EUA, a revolução síria.

As suas armas são um computador portátil e as redes sociais. Com milhares de seguidores no Facebook e no Twitter, Basatneh construiu uma impressionante rede, criando eventos, recolhendo imagens do território, ajudando os rebeldes em rotas de fuga via  Google Maps e até fornecendo material de filmagens aqueles que outrora foram meros estudantes mas que resolveram juntar-se à luta para derrubar o regime de Bashar al-Assad.

À história de Basatneh acrescenta-se a do conflito, sendo esta apresentada por inúmeros vídeos filmados no território pelos seus amigos virtuais, imagens que demonstram a violência brutal que afecta o território, mas também a morte e a devastação. A história destes jovens sírios é companhada por comentários de peritos nesta guerra, em jornalismo e nas redes sociais.

Que influencia tem a internet neste fenomeno das revoluções? Porque será uma câmara mais eficaz que uma Ak-47 e porque razão os regimes no Egipto e Tunisia cairam numa questão de dias e o sírio ainda resiste? Estas são algumas questões que #chicagoGirl — The Social Network Takes on a Dictator procura responder.

Aqui fica o trailer:

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