Afeganistão e Marrocos apostam na condição da mulher e no terrorismo na corrida ao Oscar

(Fotos: Divulgação)

Wajma (An Afghan Love Story), o mais recente trabalho de Barmak Akram (realizador de L’Enfant de Kaboul), é o filme escolhido pelo Afeganistão na corrida ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

A obra, que passou pelo Festival de Sundance, onde venceu o prémio de Melhor Argumento na secção Cinema Mundial, aborda a condição da mulher no Afeganistão pegando na história de Wajma, uma mulher que começa uma relação clandestina com um empregado de balcão, Mustafa. Quando esta engravida e Mustafa parece se afastar, Wajma vê-se confrontada com a pressão familiar, em particular do pai, que terá de decidir em optar por seguir a tradição e preservar a honra da família ou mostrar abertur e devoção à filha.

Já Marrocos optou por God’s Horse, filme de Nabil Ayouch que competiu na secção Un Certain Regard do Festival de Cannes em 2012, e que ganhou diversos prémios em festivais como Roterdão, Namur, Bruxelas, Doha e Montpellier.

Livremente inspirado nos atentados terroristas de 16 de Maio de 2003 em Casablanca, no filme seguimos Yachine, um rapaz de 10 anos que vive no bairro da lata de Sidi Moumen em Casablanca. Com ele está a mãe, Yemma, um pai depressivo, um irmão no exército, um outro quase autista e um terceiro, Hamid, com 13 anos, pequeno malfeitor do bairro e protetor de Yachine. Um dia Hamid é preso e Yachine é forçado a executar pequenos trabalhos para sair deste marasmo onde reina a violência, a miséria e a droga. Quando sai da prisão, Hamid mudou. Tornou-se num islamita radical e persuade Yachine e os amigos a juntarem-se aos seus “irmãos”. Abou Zoubeir, chefe espiritual, começa então com eles uma longa preparação física e mental. Um dia, anuncia-lhes que foram escolhidos para serem mártires.

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