Espanha, Canadá, Bósnia e Colômbia escolhem candidatos para os Oscars

(Fotos: Divulgação)

 

O filme 15 años y un día, de Gracia Querejeta, é o escolhido por Espanha na corrida ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

A obra, que apesar de não ser biográfica inspira-se na experiência da cineasta com o seu próprio filho, conta a história de Jon (Aarón Piper), um rapaz de quinze anos conflituoso e desobediente que começa a juntar-se às ditas “más companhias”. Para contrariar essa situação, a mãe do rapaz (Maribel Verdú) decide enviar o seu filho para junto do avô (Tito Valverde) numa pequena povoação.

De notar que 15 años y un día foi o grande vencedor do Festival de Cinema Espanhol de Málaga.

Canadá escolhe Gabrielle

O cinema canadiano anda em alta e, em termos de Oscars, convém lembrar que nos últimos três anos o Canadá conseguiu sempre ser nomeado nesta categoria [Incendies (2010), Monsieur Lazhar (2011), Rebelle (2012)].

Desta vez o país selecionou o drama Gabrielle, um filme que acompanha a busca da independência de uma jovem que tem o síndroma de Williams, uma condição genética marcada por atrasos de desenvolvimento e fortes personalidades sociais. No principal papel encontramos Gabrielle Marion-Rivard, atriz que também ela foi diagnosticada com o síndroma.

Conseguirá o Canadá a 4ª nomeação consecutiva?

Bósnia e Herzegovina aposta em vencedor de um Oscar

Em 2001, o mundo foi surpreendido pela vitória na categoria de Melhor Filme Estrangeiro de Terra de Ninguém, uma fita de Danis Tanovic que teve o dom de derrotar o preferido (em geral) do público: O Fabuloso Destino de Amélie. Anos depois, Tanovic voltou a ter uma obra submetida à academia, Cirkus Columbia, embora sem sucesso.

Agora o cineasta Bósnio volta a concorrer à nomeação, desta vez com An Episode in the Life of an Iron Picker, um drama estreado no Festival de Berlim e que baseia-se numa história verdadeira de alienação e discriminação na sociedade bósnia contemporânea. Particularmente seguimos de perto uma mulher cigana grávida do seu terceiro filho que tem um problema de saúde e que, por não ter seguro de saúde, terá de tomar grandes decisões na sua vida.

La Playa D.C. na corrida pela Colômbia

Depois de passagens com sucesso por diversos festivais [como Roterdão ou San Sebastián], La Playa D.C. [ler crítica], primeiro trabalho de Juan Andres Arango, foi o escolhido pela Colômbia na corrida ao Oscar.

O filme, que faz lembrar o trabalho sociológico no cinema dos irmãos Dardenne e de Ken Loach, acompanha alguns problemas da sociedade colombiana, em especial no que diz respeito à hierarquia social desfavorável para os afrodescendentes. Na essência, em La Playa D.C. seguimos a história de três irmãos, ainda que tudo seja visto através do acompanhamento mais cerrado a um deles, Tomas (Luis Carlos Guevara) – o do meio, que tal como os outros abandonou uma localidade do interior, Buenaventura, e seguiu para a selva urbana de Bogotá.

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