Segundo a agência chinesa Xinhua, o movimento palestino Hamas alocou cerca de 100 mil dólares para a produção de um filme sobre o rapto do soldado israelita Gilad Shalit [na imagem].
De acordo com o Ministro da Cultura do território, Mohammed Al-Ar’ir, esta produção, que será filmada na zona de Gaza sob controle do grupo, não acrescentará nenhum novo detalhe sobre o rapto e cativeiro de Shalit, capturado num ataque a uma base militar israelita em 2006, tendo ficado refém até outubro de 2011. Foi nesse ano que após intensas negociações foi solto a troco da liberdade de mil prisioneiros palestinos.
Vale a pena ainda notar que o Irão, que sempre foi o principal financiador do grupo, iria inicialmente cobrir todo o orçamento do filme. Porém, essa situação foi abandonada quando o Hamas rejeitou apoiar publicamente o presidente sírio Bashar al-Assad contra as investidas dos rebeldes.
De notar ainda que esta não é a primeira investida do grupo na produção de filmes, tendo já por duas vezes sido executadas obras em torno de comandantes do grupo que foram assassinados por Israel.

