«Avós» britânicas querem ser retratadas de forma mais sexual no cinema

(Fotos: Divulgação)
Num  estudo recente efectuado no Reino Unido, mas que de certeza apresentaria semelhanças noutros países, ficou demonstrado que as pessoas não estão satisfeitas com o cinema actual, pois este não apresenta retratos realistas dos indivíduos e da sociedade.
 
E apesar de há dez anos as coisas estarem piores, quem sente mais essa ausência fiel do retrato da sua realidade são as mulheres mais velhas e os grupos minoritários.
Vejam-se alguns resultados. Quase 3 em cada 5 mulheres entrevistadas com mais idade condenam o facto de as personagens que as representam no cinema não terem o desejo sexual que deviam ter. Este puritanismo, associado ao facto dos mais jovens não gostarem de lidar com o sexo dos “avós” está no topo da lista das queixas.
 
Curiosamente, os grupos LGB (Lésbicas, Gays, Bissexuais) acham, numa proporção de 4 em cada 5, que as personagens gays no cinema centram-se demasiado em questões sexuais. O mesmo se passa com os negros/caribenhos, que crêem que as suas personagens são demasiado sexuais. Mais curioso é saber que as mulheres de meia-idade e mais idosas, gostam – numa proporção de 50% – do novo fenómeno “cougar” ou “MILF” no cinema, em que normalmente um jovem adora ter uma relação com uma mulher mais velha.
 
Em outros resultados interessantes, destaque para as classes socialmente mais baixas, que criticam a onda depressiva com que são relatados no cinema. O mesmo se passa com os negros, retratados normalmente como criminosos nas telas, denotando-se ainda o desejo desta comunidade em ver super-heróis que não sejam brancos no grande ecrã. Já os integrantes do inquérito pertencentes ao grupo LGB criticam também a forma problemática com que surgem nos ecrãs, e não como pessoas ou famílias normais.
 
Quem também tinha uma palavra a dizer eram os britânicos de descendência de leste. 72% deles acha que são sempre vistos no cinema actual como gente com menores recursos. Já os asiáticos, que juntamente com as outras minorias são os que vão mais ao cinema (proporcionalmente), queixam-se que as suas religiões não são bem retratadas pela 7ª arte. 
 
Finalizando, e apesar de 70% continuarem a afirmar que os filmes são importantes para passar boas mensagens, a verdade é que os clichés continuam a dominar o quotidiano cinematográfico, e dificilmente serão abandonados pelos produtores. Quase todos estes grupos desejam mais avanços e mais realismo no retrato que o cinema faz de si.
 
Jorge Pereira 

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