Em declarações ao jornal La Repubblica, Woody Allen revelou que o seu próximo filme será filmado em Roma, continuando assim uma espécie de tournée pelas cidades europeias, depois de Londres (Match Point), Barcelona (Vicky Cristina Barcelona) e Paris (Midnight in Paris).
Já sobre o enredo e o elenco, Allen não quis adiantar detalhes, pois “é supersticioso”, afirmando porém que há mais de duas décadas que deseja executar um trabalho na capital Italiana, onde irá brevemente actuar com a sua banda de Jazz.
Já quanto a ‘Midnight in Paris”, que vai estrear no próximo Festival de Cannes, e porque escolheu Paris para as filmagens, o cineasta adiantou que “tem um longo caso de amor com Paris, tal como tem com Roma. Este filme permitiu mostrar à cidade toda a minha paixão”. No filme seguimos um casal americano que se cruza com um casal francês, o que provoca “distúrbios, fantasias, dúvidas e crise”.
Com Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Adrien Brody e Carla Bruni Sarkozy no elenco, o filme promote ser fiel à cinematografia do cineasta que explicou ainda porque convidou a antiga modelo, cantora e agora primeira dama de França, para participar na obra. “Eu conheci a Carla em Paris há alguns anos e achei-a uma mulher linda e muito natural. Então pedi-lhe para fazer um pequeno papel no filme, prometendo que não teria de trabalhar mais que três dias. Você não pode esperar ter a esposa de um Presidente por vários meses. Não é realista. Ela concordou porque um dia gostaria, quando se tornasse avó, de mostrar aos netos o filme”.
Já sobre o papel que Bruni Sarkozy iria interpretar, Allen diz que esta será uma refinada e culta mulher que dirige o Museu Rodin, e que é absolutamente credível porque irradia inteligência e cultura. “Eu não queria uma actriz que estava limitada a um papel. Precisava de alguém que, ao explicar as obras de Rodin, transmitisse a impressão de realmente saber do que estava a falar. Carla é capaz de transmitir esse sentimento na perfeição.”
“Midnight in Paris” ainda não tem data de estreia em Portugal.
Jorge Pereira
Fonte: La Repubblica

