Com “Bruna Surfistinha” prestes a estrear no Brasil, Deborah Secco, a protagonista, vai falando à imprensa brasileira de como foi criar as quatro “Brunas” para a película. Segundo ela, havia a Raquel Pacheco no ambiente da sua família, a Raquel a transformar-se em Bruna, a Bruna a tornar-se a Surfistinha, e finalmente o resultado final: a Bruna Surfistinha. Para a actriz, todas são emocionalmente muito diferentes e existe um grande abismo entre elas. “Filmar em desordem me exigiu muita concentração porque, num mesmo dia, eu tinha várias dessas pessoas para interpretar”, afirmou a actriz – numa conferência de imprensa em que foi a principal visada das questões.
Já anteriormente, a jovem que protagonizou há anos a Carol de “Confissões de Adolescente”, tinha falado das dificuldades encontradas para interpretar o papel de Raquel Pacheco, a jovem que virou garota de programa, expôs a sua vida num blog e ficou famosa (contratando muitas das suas colegas de profissão como secretárias).
Para Deborah, “a cena da overdose foi a mais complicada.”. Segundo a actriz, ela nunca usou drogas, por isso nem sabia como imitar as sensações que estas transmitem. “Para todo trabalho que fiz doei um pouco de mim. Mas nunca havia me doado tão intensamente. Mergulhei na preparação, cheguei ao set virgem de qualquer vício de interpretação”. E para se preparar a actriz conversou muito com diversas garotas de programa. “Ouvi história de mulheres que se prostituem para criar o filho, vi meninas com o olhar já anestesiado pela dor, e também vi outras que encaram apenas como uma escolha. Elas são todas guerreiras, não prejudicam ninguém, só a elas mesmas”, acrescentou, adiantando ainda que ‘“Nove semanas e meia de ‘Surfistinha’ mudaram a minha vida. Fiz coisas que talvez nunca mais faça novamente”.
“Bruna Surfistinha” estreia sexta-feira no Brasil. Será que chega a Portugal?
Shannon Griffithys