Segundo o The Hollywood Reporter, o cineasta alemão Uwe Boll (“Alone in the Dark”, “Bloodrayne” e “In the Name of the King”) ameaçou processar o Festival de Berlim, e tudo porque o evento rejeitou a sua mais recente obra, intitulada “Auschwitz”.
As razões para a recusa não se prenderam à qualidade da obra, mas sim por Boll não ter aceitado pagar os 125 Euros necessários para completar a submissão do filme.
Ora, para Boll isso é uma afronta e matéria criminal, pois muitos dos filmes presentes no certame não tiveram de pagar esse valor.
“[Dieter] Kosslick tem lutado comigo nos últimos 25 anos, quer como director do Festival, ou ainda antes como chefe da NRW Filmstiftun (Instituto Regional Alemão, ligado ao cinema)”, afirmou Boll, acrescentando que o Festival é na realidade uma forma de Kosslick promover os seus amigos.
O chefe de imprensa do Festival já minimizou as acusações de Boll, alegando que não há nenhuma irregularidade, pois só os filmes que o Festival convida a estarem presentes, não têm de pagar a tal taxa.
Relembramos que “Auschwicz” é um trabalho que promete muita polémica. O cineasta afirmou recentemente que foi muito fiel ao campo de concentração, onde não havia heróis e as pessoas eram mortas de forma selvagem. Há quem diga que o filme será um Holocaust-sploitation, mas Boll defende-se afirmando que vai mostrar – sem tabus – os horrendos dias dos detidos. E foi ainda mais longe, afirmando que se este filme não tivesse o seu nome nos créditos, certamente ganharia muitos prémios.
Jorge Pereira

