Actualmente, a Índia é dos poucos países onde as salas de cinema ganham mais percentualmente que os produtores, exigindo estes últimos uma divisão mais equitativa, na ordem dos 50% para cada uma das partes.
Os responsáveis dos cinemas defendem-se alegando que só podem chegar a esses valores caso os filmes em exibição sejam sucessos. Caso contrário, é impossível para eles cobrir as despesas.
Já os produtores, queixam-se de os responsáveis das salas terem formado uma espécie de Cartel, negociando directamente com muitos cineastas e conseguindo acordos que por vezes lhes dão mais de 60% das receitas.
O certo é que a estreia de novos filmes de Bollywood está assim em risco, enquanto este braço de ferro se mantiver. Relembramos que, anualmente, a indústria cinematográfica indiana gera 2.1 mil milhões de dólares e que,a curto prazo, os efeitos desta greve acentuarão a crise no sector, já afectada pelos elementos ligados à crise global.
Jorge Pereira

