
Estalou a polémica na Coreia do Sul. O filme “Pandemic”, do japonês Takahisa Zeze (“Moon Child”), estreou em Fevereiro nas salas com menos 21 minutos do que a versão original possuia. Tal facto deveu-se a uma decisão unilateral do distribuidor local que, sem pedir autorização aos produtores, resolveu cortar grande parte do final.
Assim, o filme que tem como base um vírus letal, viu o seu final com esperança desaparecer e dar lugar a uma cena 21 minutos antes onde aparece legendado: “Em Julho de 2011, 3.950 pessoas estavam infectados; 11 milhões estavam mortos.
Esta não é a primeira vez que um distribuidor local executa num filme estrangeiro cortes. Filmes como “Speed 2” e “The Fifth Element” viram a sua história editada – para não falar de um cinema que pensou que a repetição da cena inicial de “Pulp Fiction” no fim da obra se tratava de um erro, cortando-a.
O produtor japonês, mal soube dos cortes, pediu imediatamente que a película fosse exibida sem qualquer alteração. O problema é que isso só aconteceu uma semana depois, após 33 mil pessoas já terem visto a obra.
Resta agora saber as complicações legais que estaa decisão de cortar a obra podem provocar. Por um lado podemos ter as pessoas que viram o filme sentirem-se defraudadas, por outro há a acção que a Tokyo Broadcasting System poderá colocar em tribunal à KTH Paran.
Jorge Pereira

