Afinal será Noémie Merlant (Retrato da Rapariga Em Chamas), e não Léa Seydoux, a ter o protagonismo da nova película “Emmanuelle“. Com a produção marcada para começar em setembro, em Hong Kong, sob a realização de Audrey Diwan (O Acontecimento), seguida por uma provável estreia em 2024, o filme acompanha uma mulher que embarca numa série de aventuras sexuais com homens e mulheres, tendo como pano de fundo a vida de expatriada em Bangkok.
“Amo a Léa Seydoux, um dia quero fazer um filme com ela. Mas, para mim, ela não era a personagem que imaginava. De “Retrato da Rapariga Em Chamas” a “Tár” , nunca deixei de me deixar seduzir pela força da atuação da Noémie. Ela abraça a ideia da personagem, capaz de desempenhar ao mesmo tempo a autoridade e a sedução. Noémie redefine a mulher francesa. A sua atitude, o seu sorriso, aquela pitada de insolência que sempre vem à tona. Também sou sensível à ideia de encontrar na minha atriz uma parceira intelectual, aquela com quem crio a personagem. O filme requer um enorme envolvimento, confiança mútua. E eu sei que encontrei a pessoa certa.“, disse Diwan à Deadline.
Publicado pela primeira vez em francês em 1967, sob o pseudónimo de Emmanuelle Arsan, “Emmanuelle” é um dos romances eróticos modernos mais famosos, tendo sido adaptado ao cinema na década de 1970 com Sylvia Kristel no protagonismo.
“O filme decorre em Hong Kong, no hotel de luxo onde ela trabalha“, diz Diwan sobre o novo projeto. “Gosto da ideia dos corredores onde as minhas personagens se tocam, se encontram, se procuram. Além da questão dos corpos, quero explorar a de um mundo que formata qualquer forma de relacionamento, e procurar como esse sistema pode dar para o torto, como nos conectamos com os outros, como tocamos na nossa própria vulnerabilidade.”
Rebecca Zlotowski escreveu o guião juntamente com Diwan.

