Louis Malle em retrospetiva

(Fotos: Divulgação)

O cineasta Louis Malle, que da periferia da Nouvelle Vague transitou para o cinema de vanguarda norte-americano, vai estar em grande destaque na Festa do Cinema Francês, com direito a uma retrospetiva em parceria com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, na qual poderão ser vistos cerca de 30 títulos da sua filmografia.

É já partir do dia 2 de novembro que a Cinemateca Portuguesa exibe curtas e longas-metragens, da ficção ao documentário, de um cineasta que começou a sua carreira como ajudante de Jacques Cousteau, com quem realizou o documentário “O Mundo do Silêncio” (1956), vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes.

A solo na realização, ele estreia-se com “Os Amantes” (1958) e em 1960 cria a comédia “Zazie no Metro“, baseada no livro de Raymond Queneau. Segue-se “Vida Privada“, com Brigitte Bardot e Marcello Mastroianni, e “Fogo Fátuo” (1963).

Em 1976, Louis Malle muda-se para os Estados Unidos da América e realiza “Menina Bonita” (1978) com Susan Sarandon e a debutante Brooke Shields. Segue-se “Atlantic City, USA“(1980), “My Dinner with Andre” (1981), “Crackers” (1984) e “Alamo Bay” (1985). Numa última viagem a França, assina em 1987 “Adeus Rapazes“, que lhe valeu o Leão de Ouro no Festival de Veneza e “Os Malucos do Maio” (1990).

Depois de “Relações Proibídas” (1992), que realizou em Londres, Malle termina a sua carreira em Nova Iorque, com “Vanya, 42e Rue” (1994), uma leitura/encenação da obra Tio Vânia, de Anton Tchékov.

A Festa do Cinema Francês, realiza-se de 26 de outubro a 20 de novembro em dez cidades portuguesas e integra a Temporada Portugal-França 2022.

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