“Os portugueses fogem do cinema nacional”, diz o El País

(Fotos: Divulgação)

Não é novidade, mas “nuestros hermanos” escreverem um artigo sobre o cinema português e os seus números negros de 2018.

Pegando nos dados do ICA, o jornal espanhol chegou à conclusão que apenas 1,9% portugueses que foram ao cinema no ano passado pagaram para ver um filme nacional. Apenas a Croácia tem uma percentagem menor na União Europeia, dizem. Em Espanha esse valor sobe para 17,5%. O total de espectadores de filmes nacionais, na casa dos 278 mil, é menos de metade que a animação Os Incriveis 2 levou às salas. O filme português mais visto no ano passado, Pedro e Inês, levou 46718 pessoas as salas.

Se o cinema comercial português não funcionou claramente, o El Pais deixa também nas entrelinhas, logo a abrir, que o alegado cinema de maior qualidade (autor) não fez melhor. Portugal nunca foi nomeado a um Oscar, nunca ganhou o festival de Cannes, Berlim ou Veneza, lembra o jornal, acrescentando que o ICA parece não investir bem o dinheiro “de acordo com a resposta do público“.

Os sucessivos governos também não saem bonitos na fotografia, com o jornal a afirmar que “enquanto o sector apodrece, os ministros da cultura passam sem aprovarem uma nova lei de cinema para atender a todos, especificamente, quem e como a distribuição do dinheiro é decidida“.

É esta a nossa imagem lá fora. Nada que nos surpreenda face aos frequentes desaires de bilheteiras de filmes nacionais.

Últimas