Ainda que a 23 de novembro existam já conversas agendadas numa mesa redonda no ISCTE-IUL Auditório Mário Murteira, em torno da organização de festivais femininos, o Olhares do Mediterrâneo – Womens Film Festival tem a sua sessão de abertura oficial no dia 25, quarta-feira, no Cinema São Jorge.
A escolha para filme que inaugura o certame foi um sucesso da Berlinale, “Deus Existe, O Seu Nome e Petrunija”, sobre uma mulher que quebra uma tradição ao saltar para um rio durante um ritual – normalmente – exclusivo aos homens.
É o regresso de um certame que promete muito e bom cinema, sempre com um olhar para o Mediterrâneo e as suas mulheres, estando os seus filmes distribuídos pela programação em quatro secções: Fora de Competição; Competição Geral (Longas e curtas-metragens); Travessias; Começar a Olhar (Filmes de Escola). O festival inclui ainda uma sessão acessível com cinco curtas portuguesas da competição, exclusivamente na Filmin, plataforma que este ano se associa ao festival com uma mostra online, e uma sessão para famílias (no Cinema São Jorge e na Filmin).

Na competição de longas-metragens serão apresentados ”Between Heaven and Earth”,“Eva Wishes”,“I Am the Revolution”, “When Love Is All You Have” e “When the Apricots Bloom”, enquanto nas presenças portuguesas no programa encontramos oito filmes, que ocupam um lugar de relevo na Competição Começar a Olhar, com sete curtas-metragens: “Cellfie”, de Débora Mendes; “One Minute Show Time” , de Maria Clara Norbachs e Marisa Alves Pedro; “Being Uncanny”, de Filipa Alves e Maria Barbosa; “Still Life”, de Francisca de Abreu Coutinho; “Teus Braços, Minhas Ondas” , de Débora Gonçalves; “Sonder”, de Ana Monteiro (coprodução polaca) e “Stepless” , de Nadège Jankowicz (coprodução alemã). A animação luso-brasileira “Claudete e o Bolo” , de Fádhia Salomão, compete na secção Geral Curtas.
O debate Travessias, com uma secção competitiva homónima, mantém o foco nas questões dos direitos dos migrantes e refugiados, apresentando uma série de filmes sobre o tema, destacando-se a curta-metragem de ficção “The Stamp” de Lovro Mrdjen e o documentário “A Fish Tale ”, de Emmanuelle Mayer (Israel). Ambos os filmes abordam os efeitos devastadores que as leis de imigração podem ter sobre as famílias.
O filme de encerramento da Olhares do Mediterrâneo, a 29 de Novembro, no Cinema São Jorge, é o drama social espanhol “A Thief’s Daughter”, de Belén Funes, que teve estreia mundial no Festival de San Sebastián há um ano.
Além dos filmes, a programação paralela desta 7ª edição inclui mesas redondas, seminários e masterclasses , que começarão – como dissemos no início – a 23 de Novembro no ISCTE-IUL, seguindo depois para o Cinema São Jorge. Estes debates serão transmitidos em streaming
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