Doclisboa: arrancou ontem uma “viagem” que termina em março

(Fotos: Divulgação)

Uma “viagem” e uma “maratona“. Assim descreveram os responsáveis do Doclisboa e da Apordoc o novo formato – em tempos de pandemia – do certame lisboeta, que arrancou ontem a sua 18ª edição numa Culturgest “cheia”, isto claro, dentro do formato reduzido da era Covid-19 do 50/50 na ocupação dos lugares.

Há muito que o mais importante evento ligado ao documentário em Portugal ajudou a separar a ideia de reportagem televisiva e cinema documental, mas igualmente – e na tradição de outros eventos como o FidLab de Marseille e o Cinéma du Réel, expandiu e esticou as suas fronteiras, sendo frequente encontrar os chamados “híbridos” na programação, ou até mesmo puras ficções (lembram-se de “Ramiro“?). E por falar em Manuel Mozos, o realizador fará parte do júri da única competição que continua este ano: a do Prémio Fernando Lopes. A ele juntam-se vários familiares do falecido realizador, numa distinção organizada pelo Doclisboa e a Midas filmes.

Coube a Joana Sousa Miguel Ribeiro,  diretores do Doclisboa, apresentarem as diferentes fases do certame e as muitas novidades que passarão em diversos períodos distintos: a fase  Sinais” (22 de outubro a 1 de novembro); a “Deslocações( 5 a 11 de novembro ); a “Espaços de Intimidade( 3 a 9 de dezembro), a “Ficaram Tantas Histórias por contar” ( 14 a 20 de janeiro); a “Arquivos do Presente( 4 a 10 de fevereiro); e a “De onde venho, para onde vou” ( 4 a 10 de março).

Falou-se ainda de cinema nacional, da polémica lei de taxar o streaming que vai ser votada esta sexta-feira, e também ouviu-se o ajuste de Fernando Vendrell, presente na audiência, a mencionar “os 4% de obrigações de investimento para as operadoras de streaming” a que se adiciona agora um valor de 1% que o PS aceitou taxar diretamente, mencionado por Miguel Ribeiro – que não esqueceu que França tem um negócio muito mais vantajoso nesta matéria.

Estreia Mundial de “Nheengatu – A Língua da Amazónia

Foi um José Barahona emocionado que subiu ao palco da Culturgest para falar um pouco da sua obra, a qual dedicou ao falecido pai. Referindo igualmente que as filmagens lhe roubaram tempo para estar com os filhos nos seus aniversários, Barahona explicou as vicissitudes de filmar Amazonas acima em rotas que o levaram entre o Brasil, a Venezuela e a Colômbia, na chamada tripla fronteira, em busca de uma língua em extinção.

Últimas