Vem aí a Monstra – Festival de Animação de Lisboa

(Fotos: Divulgação)
Dentro de um mês começa a nova edição da Monstra, o festival português dedicado ao cinema de animação. O mote este ano é a “Resistência do fazer”, mote repetido por Fernando Galrito na conferência de imprensa de apresentação do programa, que referiu também a história e a transgressão deste tipo de cinema perante a adversidade enquanto referia as muitas dificuldades de organizar um festival assim. O programa deste ano distribui-se entre esses dois eixos (o histórico e o da transgressão), ao mesmo tempo que se dedica com maior detalhe à animação de dois países com longas relações históricas e geográficas a Portugal: Brasil e Espanha.

Podemos, então, esperar vários filmes que fazem parte da história da animação destes dois países, ao mesmo tempo que vemos o melhor do que se faz atualmente. Num ano ímpar, a competição dedica-se às longas (vai alternando entre curtas e longas), embora o programa também inclua sessões de curtas e de super-shorts (filmes com menos de dois minutos). Com o ênfase do moto no “fazer”, muitas são as atividades que se desenrolam no festival, para além das sessões de filmes: oito workshops e masterclasses, seis exposições, festas, um concerto e um lançamento de um livro.

Este ano, para além dos prémios do costume, mantém-se o prémio criado o ano passado em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores (Prémio SPA – Vasco Granja) e será também entregue um Prémio de Apoio à Produção, prémio que visa incentivar a criação de animação em Portugal e que será atribuído depois de uma sessão de pitching, em que os proponentes têm 15 minutos cada para apresentarem os seus projetos.

Dentro dos clássicos da animação vai-se poder ver o último filme de Goro Miyazaky (filho do célebre Hayao e que já adaptou o mundo fantástico de “Terramar/Earthsea” de Ursula LeGuin ao cinema), “O túmulo dos pirilampos” de Isao Takahata, um filme emocionante que consegue retratar a realidade japonesa do pós-guerra, “Akira” de Otomo Katsuhiro, uma obra-prima da ficção científica com tons “cyberpunk”, “O Planeta Selvagem” de René Laloux, que será apresentado com música ao vivo pelos Beautify Junkyards e muitos outros clássicos da animação dos países homenageados nesta edição.

Com início a 7 de março, o festival irá prolongar-se por onze dias (até 17 de março), com várias sessões em escolas, a Monstrinha, dedicada aos mais novos, e um programa aliciante para quem gosta do cinema de animação que pode ser consultado no site oficial:http://www.monstrafestival.com.

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