Debate entre religião e homossexualidade conquista o Teddy em Berlim

(Fotos: Divulgação)

Vivemos tempos de agitação no Vaticano e na Igreja Católica, com a renúncia do Papa, e o perigo iminente deste poder ser substituído por uma figura ainda mais conservadora. Entretanto, em Berlim, um filme deu que falar: “W imię… (In the Name of)” a história de um padre enclausurado na sua sexualidade, vendo-se dividido entre a sua fé e os seus desejos mais escondidos, venceu o Teddy Bear – prémio pararelo ao certame- para melhor longa-metragem, trazendo de novo o debate infindável entre religião e homossexualidade.
 
O prémio especial do Júri deste ano acabou por ir para “Concussion” de Stacie Passon, uma película já com perspetivas bastante fortes de chegar ao circuito “mainstream”. Não só esteve presente na edição deste ano do Festival de Sundance, como já foi adquirido pelos irmãos Weinstein para distribuição. O filme segue Abby, uma dona de casa lésbica presa aos subúrbios, que após um traumatismo, decide mudar completamente a sua vida enfadonha, mudando-se para a cidade. 
 
“Bambi” de Sébastien Lifshitz teve a sua estreia no Festival de Berlim, e pode-se dizer que foi uma estreia em grande: o documentário, sobre a vida de Marie-Pierre Pruvot, transgénero (M-F), que atuou sob o nome Bambi no “Le Carrousel de Paris” ao longo de 20 anos, conquistou o Teddy para Melhor Documentário. 
 
O transgenderismo também deixou a sua marca na competição de curtas-metragens, com a curta “Ta av mig (Undress Me)” de Victor Lindgren, sobre um encontro casual sobre um homem e uma mulher que se transforma em algo mais profundo, a conquistar o Teddy do sector.

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