Arranca hoje a 16ª edição do Festival de Cinema Luso Brasileiro, certame que vai decorrer em Santa Maria da Feira e que apresenta seis longas metragens e 28 curtas a concurso, destacando-se ainda um debate com João Salaviza no dia 9, o foco no trabalho do realizador Joel Pizzini, e diversas sessões especiais.
No que toca a filmes, e na competição, há vários destaques: «A última vez que vi Macau», de João Rui Guerra da Mata e João Pedro Rodrigues, chega a Santa Maria da Feira depois de presenças no Festival de Locarno e Turim, entre muitos outros – incluindo o Doclisboa, onde teve a sua estreia nacional. Também em Locarno esteve «Boa Sorte, Meu Amor», um filme de Daniel Aragão. Já «Sudoeste» [ler crítica], de Eduardo Nunes, teve a sua estreia no Festival de Roterdão. «Cama de Gato», que recentemente passou pelo Festival do Documentário de Amesterdão, foi um dos premiados do IndieLisboa, enquanto «O Fantasma do Novais», de Margarida Gil, tem no seu curriculum diversos certames, como o recente Festival de Roma. Finalmente, uma nota para «Augustas», um filme de Francisco Cesar Filho que se baseia no livro «A Estratégia de Lilith», de Alex Antunes & Sish.
«Tropicália» a abrir
A 16ª edição do Festival de Cinema Luso Brasileiro abre esta noite com «Tropicalia» [ler crítica], um filme de Marcelo Machado – que entrevistamos durante o Doclisboa, evento onde o filme teve a sua antestreia nacional [ler entrevista]. Nele revivemos, através de documentos visuais e entrevistas, um dos momentos mais marcantes da cultura brasileira contemporânea, com especial incidência na música e nos anos de 1967, 1968, 1969 – quando o recrudescimento da repressão e da ditadura pôs vários dos seus líderes na prisão e no exílio.

