O filme israelita «Fill the Void» da estreante Rama Burshtein, foi o vencedor da 36ª edição da Mostra Internacional de São Paulo, que terminou na passada quinta-feira. Galardoado com o Troféu Bandeira Paulista, o drama – que já tinha saído vencedor em Veneza com a Copa Volpi para a atriz Hadas Yaron – é uma tragicomédia sobre uma família de judeus ortodoxos em busca de uma esposa para um jovem viúvo.
Em outros destaques, realce para a menção honrosa entregue a Edin Hasanovic, ator de «Shifting the Blame». Na obra, um drama muito tenso que foge dos clichés, Edin interpreta um jovem criminoso violento que acaba detido numa instituição onde quem comanda é uma das suas vítimas.
Edin Hasanovic
De resto, uma nota para «O Som ao Redor» de Kleber Mendonça Filho, obra que continua uma impressionante carreira nos festivais de cinema mundiais (por cá passou pelo IndieLisboa). O filme sobre a forma como um bairro é afetado quando um grupo começa a fazer a sua segurança, arrecadou o Prémio Itamary.
Aqui fica a lista dos vencedores:
Júri Oficial – Competição de Novos Realizadores
Melhor ficção: “Fill The Void”, de Rama Burshtein (Israel)
Menção honrosa: Edin Hasanovic, ator de ” Shifting the Blame” (Alemanha)
Melhor documentário: “We Came Home”, de Ariana Delawari (EUA, Afeganistão)
Prémio da crítica
Melhor filme: “Bella Addormentata”, de Marco Bellocchio (Itália)
Menção honrosa: “A perdre la raison”, de Joachim Lafosse (Bélgica)
Prémio Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)
Melhor filme brasileiro da competição: “Francisco Brennand”, de Mariana Brennand Fortes
Prémio Itamaraty
Melhor filme: “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho
Melhor documentário: “Francisco Brennand”, de Mariana Brennand Fortes
Prémio do público
Melhor filme brasileiro: “Colegas”, de Marcelo Galvão
Melhor filme: “No”, de Pablo Larraín (Chile)
Melhor documentário brasileiro: “Sementes do Nosso Quintal”, de Fernanda Heinz Figueiredo
Melhor documentário estrangeiro: “Il mundial dimenticato”, de Lorenzo Garzella e Filippo Macelloni (Itália)
Prémio da Juventude
Melhor filme estrangeiro: “I am eleven”, de Genevieve Bailey (Austrália)
Melhor filme brasileiro: “Colegas”, de Marcelo Galvão

